"Este livro traz uma coletânea de artigos, escritos por especialistas de diversas áreas, com o objetivo de divulgar a Lei Maria da Penha e os trabalhos que vêm sendo realizados pelas áreas de segurança, justiça e assistência psicossocial, assim como pelo ativismo social e religioso, de modo que as mulheres saibam reconhecer um caso de violência doméstica, conheçam seus direitos e descubram como acessá-los.
No artigo que abre a coletânea, a jornalista Marisa Sanematsu, do Instituto Patrícia Galvão, mostra a urgência e a complexidade de enfrentar o problema da violência contra a mulher, como ela afeta vítimas diretas e indiretas e quais os grupos mais vulneráveis a essa violência.
A atualidade e a relevância do tema para a Igreja Católica ficam evidentes no artigo do Padre Cleiton Viana, que defende que o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher deve estar apoiado em um eixo triplo: educação, proteção e denúncia.
A promotora de justiça especializada em violência doméstica e familiar Silvia Chakian explica quais são as diferentes formas de violência e a importância de se ter leis específicas para proteger a mulher da violência doméstica e do feminicídio.
Marisa Chaves, assistente social e coordenadora do Centro de Referência para Mulheres Suely Souza de Almeida da UFRJ, desfaz alguns mitos recorrentes sobre a violência doméstica e sexual contra a mulher.
A jornalista Flávia Dias, da rede Não me Kahlo, aponta alguns sinais que ajudam a identificar a violência nas relações afetivas, os mecanismos que geram culpa na vítima e o ciclo que pode se repetir e se agravar gradativamente se não for enfrentado.
Luanna Tomaz de Souza e Nílvya Cidade de Souza, que atuam na Clínica de Atenção à Violência da UFPA, explicam quais são os direitos das mulheres, as primeiras providências para sair de uma relação violenta e as medidas judiciais que podem ser tomadas.
A major Denice Santiago, coordenadora da Ronda Maria da Penha da Bahia, destaca a importância de construir um plano de apoio, proteção ou fuga e como funcionam as medidas protetivas para a mulher que decide romper com a situação de violência.
Guilherme Valadares, coordenador do grupo Papo de Homem, busca estabelecer um diálogo direto e franco com os leitores que, assim como ele, percebem que podem mudar de atitude e até mesmo promover mudanças em seu entorno.
O professor Sergio Barbosa explica como é o trabalho com homens que foram obrigados pela justiça a frequentar os grupos de reflexão para homens autores de violência doméstica.
Já a defensora pública Rosana Leite Antunes de Barros, do estado de Mato Grosso, alerta para os impactos visíveis e invisíveis que a violência doméstica produz na vítima e destaca a importância da busca por informações e ajuda para encontrar caminhos para uma mudança.
A jornalista Helena Bertho, do grupo AzMina, responde algumas perguntas que costumam ser feitas a especialistas das áreas da psicologia e da justiça.
Carla Charbel Stephanini e Tai Loschi apresentam a experiência da primeira Casa da Mulher Brasileira, inaugurada em 2015 em Campo Grande/MS, e que se tornou um exemplo de integração de serviços e atendimento para ajudar a mulher a romper o ciclo de violência.
A advogada Laina Crisóstomo, fundadora e integrante da rede de voluntárias TamoJuntas, explica quais são os direitos, os canais de informações ...