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📱 eBook en portugués MACHADO DE ASSIS, O CRONISTA DAS CLASSES OCIOSAS

Jornalismo, artes, trabalho e escravidão

Editora Sulina- 9786557590799

Comunicación Ciencias de la información

Sinopsis de MACHADO DE ASSIS, O CRONISTA DAS CLASSES OCIOSAS

Juremir Machado da Silva − organizador e comentarista − trabalha com trechos dos livros de Machado de Assis. Analisa e faz comentários em notas de questões importantes da obra do grande escritor.
O autor está morto. Vejamos o que diz a sua obra. Com uma condição: sem ajuda de intermediários. Diálogo entre leitor e autor. Metodologia com nome e sobrenome originais: desencobrimento dialógico ou dialógica do descobrimento. Trazer à tona o que o texto guarda diante dos olhos de todo mundo.
Machado de Assis criou a modernidade literária brasileira e inventou a pós-modernidade e a hipermodernidade? Quase. Em alguns aspectos, sim. Em outros, faltou pouco. Tudo ele fez ou esboçou antes dos outros. Até hoje ninguém foi tão genial quanto ele em literatura no Brasil. Uma única coisa ele não teria feito: interessar-se profundamente nos seus textos de qualquer ordem – crônicas, romances, poemas, contos, cartas e dramas – pela vida dos negros escravizados que povoavam o mundo no qual ele viveu e escreveu. Só os brancos, especialmente os brancos ricos, seriam realmente protagonistas nas tramas do escritor. Quase nenhuma vida negra teria chamado a sua atenção na sua singularidade a ponto de ser destaque em sua vasta e complexa obra.
Diz-se que gênio é quem vê à frente do seu tempo. Em relação às mulheres e aos escravizados, por exemplo, Machado de Assis não viu, ou não conseguiu ver, muito mais à frente dos seus contemporâneos. Pode ser perdoado pelo contexto? Se viu alguma coisa, no que se refere à escravidão, como mostram algumas poucas manifestações suas, não abraçou a questão de peito aberto, de pena em riste, como fizeram seu amigo abolicionista Joaquim Nabuco e o incansável José do Patrocínio. Até o seu ídolo literário, o escravista José de Alencar, em obras comentadas pelo próprio Machado de Assis, explorou o tema da escravidão com algum sentimento, num padrão de condescendência, o que não fez como político e intelectual. Alencar votou contra a Lei do Ventre Livre (1871).
Este livro tratará Machado de Assis aos pedaços, comentando citações escolhidas da sua imensa e extraordinária obra. Homenagem a um autor genial, não evita temas sensíveis nem polêmicas. No começo da sua carreira, Machado de Assis foi obrigado a expor-se. Com o passar do tempo, adotou atitudes mais contemplativas, como se quisesse blindar-se contra as contingências do correr da existência. Num país em que ídolo não pode ter falhas, defeitos, omissões, o perfil do maior escritor da nação não poderia sofrer retoques. No caso de Machado de Assis, nada pode tirá-lo do primeiro lugar em talento. Restam as perguntas: o que o levou a agir como agiu e não de outro modo? Ele poderia ter sido diferente em relação a temas como abolição? De que forma? Trata ele o escravizado como pessoa, ocupando-se plenamente da sua subjetividade, dissecando os seus dramas, mergulhando no seu espírito? Compreender exige correr riscos. Em relação ao escritor Machado de Assis só se pode figurar no rodapé.

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Escrito por MACHADO DE ASSIS


Nace en 1839 en una barriada miserable de Río de Janeiro, cuando Brasil, como na-ción independiente, tenía tan sólo diecisie-te años de vida. Río era entonces poco más que una aldea. Hijo de obrero, Machado de Assis fue autodidacta, y su historia está íntimamente vinculada a la del nacimiento y vertiginoso desarrollo de su país. Hizo un poco de todo hasta conseguir un puesto como tipógrafo de imprenta. Desde la publicación de su primer poema en 1855 hasta su muerte en 1908, fue ascendiendo poco a poco a los más altos cargos adminis-trativos del Ministerio de Agricultura. En 1897, fue elegido presidente de la recién creada Academia Brasileña de Letras. Anti-clerical, escéptico–por su origen–ante to-do tipo de jerarquías, introvertido, sarcás-tico y ambicioso, Machado de Assis ha expresado en sus obras sus ideas sobre la sociedad de su tiempo. Las más importan-tes son: Papéis Avulsos (1882), Quincas Borba (1891) y Dom Casmurro (1899).
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Ficha técnica


Editorial: Editora Sulina

ISBN: 9786557590799

Idioma: Portugués

Fecha de lanzamiento: 18/08/2022

Especificaciones del producto



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