Roma, 1965: um homem e uma mulher, unidos por um amor proibido, abandonam a sua filha bebé num jardim, antes de cometerem um ato extremo. Essa bebé era Maria Grazia Calandrone, e esta é uma história que ombreia com a melhor ficço.FINALISTA DO PREMIO STREGADa minha me, so tenho duas fotografias a preto-e-branco. [] Escrevo este livro para que a minha me se torne real.Mais de cinquenta anos depois de ter sido misteriosamente abandonada, Maria Grazia Calandrone parte em busca do seu passado. Percorre os lugares onde a me viveu, recolhe testemunhos, mergulha em arquivos, analisa fotografias, cartas, objetos. Reconstroi, assim, a vida de uma mulher ostracizada por se ter apaixonado por um homem a quem no estava destinada, numa epoca que condenou ambos a morte mais tragica. Lucia foi uma rapariga pobre, mas indomavel, sem estudos, mas decidida, rejeitada pela familia, mas amorosamente dedicada. Antes de morrer, cuidou para que a sua filha tivesse outra sorte. Como foi?Narrativa de rara beleza, Escrito com sangue na agua e uma viagem a aguas fundas: a condiço indigna das mulheres do povo, as feridas do pos-guerra, aos dogmas do catolicismo e aos restos do fascismo, mas tambem ao territorio da paixo, da resistencia, da memoria e do amor materno. Uma viagem to intima quanto politica, que revela uma historia que primeiro se tornou noticia de jornal e, depois, literatura.Os elogios da critica:Uma historia inacreditavel, alicerçada numa voz lirica, que, em tom elegiaco, brilhante e por vezes ironico, traz a luz um mundo de vencidos.La StampaUma investigaço meticulosa, baseada em fotografias, testemunhos, boletins escolares, objetos, lugares, documentos de arquivo e artigos de jornal. A autora mergulha na vida de Lucia, a me que no conheceu, com um olhar limpido, movida pelo desejo de compreender, no de condenar.LAltro FemminileTal como o quarteto napolitano de Elena Ferrante revela a realidade crua da vida das raparigas nas regies mais pobres de Italia, este livro de Maria Grazia Calandrone analisa de forma implacavel a violencia com que as mulheres so tratadas em tempos sombrios.The GuardianO contexto historico da epoca em que a sua me viveu serve como contraponto a poesia absoluta deste texto, escrito por Maria Grazia Calandrone em pouco mais de um mes, como se tivesse sido tomada por uma força transcendente, depois de empreender uma viagem as suas origens.Le FigaroUma investigaço, um longo poema, uma proeza literaria.Le CourrierUma mistura maravilhosamente bem-sucedida de suspense intimista, poetico e romantico, com uma investigaço meticulosa da Italia do pos-guerra.Le Matricule des Anges
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